
RTM acompanha Encontro 50 Anos do Pacto de Lausanne, em Brasília
Por Lucas Meloni
30/07/2025, às 12h10 | Conteúdo atualizado em 30/07/2025, às 15h11
Os desafios missionários pelo Brasil e pelo mundo, o amor às escrituras e a integralidade do evangelho às pessoas são alguns dos diversos temas abordados no Encontro 50 Anos do Pacto de Lausanne, que acontece em Brasília (DF) até a noite desta quarta (30). A RTM participa da programação que conta com diversos convidados especiais.
Na terça (29), primeiro dia do encontro, participaram nomes como Valdir Steuernagel (pastor, escritor e colaborador de Ultimato), Daniel Palombo (produtor do documentário “Pacto de Lausanne: Uma Resposta Brasileira”), Ricardo Barbosa de Sousa (pastor na Igreja Presbiteriana do Planalto e fundador do Centro Cristão de Estudos), Timóteo Carriker (colaborador de Ultimato, consultor Missio lógico e biblicista), Marcos Amado (professor e fundador do Centro de Reflexão Missiológica Martureo), Jacira Monteiro (escritora) e Durvalina Bezerra (diretora do Betel Brasileiro). Já a programação da quarta tem Ivone Botelho (diretora acadêmica da Faculdade Latino-Americana / FLAM), Paulo Borges Jr. (pastor da Sal da Terra Goiânia, escritor), Ricardo Bitun (pastor da igreja Manaim), entre outros.
Este evento acontece como uma extensão do Congresso de Lausanne, promovido em Seul (Coreia do Sul), em 2024. Ele também celebra as cinco décadas do primeiro congresso, ocorrido na cidade de Lausanne, na Suíça.
Um comitê organizado pelo teólogo John Stott, em 1974, estabeleceu um documento que marca o Pacto de Lausanne, passando por 15 áreas fundamentais da realidade humana abordadas à luz das escrituras. São pontos como o propósito de Deus, a autoridade e o poder da Bíblia, a unicidade e a universalidade de Cristo, a igreja e a evangelização, tarefa evangelística, responsabilidade social cristã, evangelização e cultura, entre outros. Na ocasião, foram mais de 2,4 mil participantes, de 150 países com representações de 135 denominações cristãs.
“A evangelização sempre foi um propósito a ser alcançado. O Filho Unigênito se fez de sacrifício para ser o primeiro dentre muitos. A bem-aventurança é um pai em comunhão com seus filhos ao redor da mesa. O cenário do evangelho é a mesa porque Jesus explicou a cruz à mesa”, destacou Paulo Borges Jr., ao refletir sobre o tema “Igrejas em evangelização” na manhã desta quarta (30).
O encontro em Brasília é marcado ainda pela gravação de entrevistas para o documentário “Pacto de Lausanne: Uma Resposta Brasileira”, iniciativa de Daniel Palombo, produtor de projetos audiovisuais da RTM Brasil.
“A cultura brasileira não é uma cultura que preza pela memória. A vida é construída muito pela memória. A fé cristã é uma fé familiar, não de sangue, mas de conexão pela fé. É por isso que este registro histórico é uma dimensão importante. Gosto e cito muito um texto que é Deuteronômio 6, em que há a orientação sobre como se deve ensinar as crianças a obedecer e amar a Deus. A fé cristã é uma fé histórica. É por isso que precisamos de uma igreja que tenha memória”, disse Valdir Steuernagel, em entrevista à RTM.
Ao longo dos dois dias, cerca de 200 pessoas devem passar pela Igreja Batista Vértice, na parte Norte do Plano Piloto, que sediou o encontro.
O evento é organizado, em parceria, por Visão Mundial, ABU Editora, Mesa Preparada e Efeito Prisma.
Fórum de Arte Brasileira e Nossa Música Brasileira
O fechamento do segundo dia do Congresso de 50 Anos do Pacto Lausanne terá um Fórum de Arte Brasileira com as participações de Ana Heloysa, Carlinhos Veiga, Gerson Borges, Rubinho Pirola e Zé Bruno, entre outros nomes. Eles refletirão em uma roda de conversa sobre o tema “Já e Ainda Não: A Dependência de Cristo e a Espera do Reino que Há de Vir”. Já à noite haverá a apresentação musical “Nossa Música Brasileira”, com Ana Heloysa, Carlinhos Veiga e Gerson Borges, além de outros convidados.
Livro
As palestras deste encontro brasiliense devem ser transcritas e registradas em um livro, a celebrar as cinco décadas do Pacto, e será uma resposta brasileira aos pontos estabelecidos com o Congresso de 1974. “A ideia é que tenhamos esta riqueza de conteúdo do encontro registrado em literatura como marco do movimento de Lausanne no Brasil”, afirmou Daniel Palombo, organizador do evento.